quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Legalização dos bingos perde primeiro embate na Câmara dos Deputados

BRASÍLIA - Deputados rejeitaram, nesta terça-feira, a urgência do projeto de lei que legaliza os jogos de azar no país. Para começar a tramitar com prioridade no plenário, 257 deputados precisariam aprovar a proposta, mas apenas 226 votaram sim e 120 não.

Por retaliação, líderes do PP, PR e PTB obstruíram a sessão, que acabou sendo encerrada. Assim, as votações da Lei Kandir, da extensão do Supersimples e da emenda constitucional de prorrogação do fundo da pobreza foram adiadas para amanhã.

Os deputados podem tentar votar novamente a urgência do texto que libera o funcionamento dos bingos em sessões extraordinárias a qualquer momento. Hoje, no entanto, foi um indicativo de que o assunto enfrenta resistência.


O governo aceitou colocar a proposta em pauta para conseguir votar o projeto ligado ao pré-sal, na semana passada. A orientação de Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo é pautar a matéria, liberando a votação do mérito.

O texto em discussão permite a abertura de casas exclusivas para bingos, videobingos e videojogo, onde poderiam jogar maiores de idade que não sejam viciados em jogo. As casas teriam que devolver em prêmios entre 70 e 80% dos valores apostados.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), um dos principais defensores do projeto, alega que a reabertura de bingos irá criar 120 mil empregos diretos e 300 mil indiretos no país. Além disso, a proposta geraria cerca de R$ 2 bilhões mensais de impostos, diz ele.

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