domingo, 13 de março de 2011

Dilma se encontra hoje com centrais sindicais

A presidente Dilma Rousseff recebe nesta sexta-feira (11), em Brasília, os presidentes de seis centrais sindicais. O encontro, que deve começar às 10h, vai discutir principalmente a correção da tabela do Imposto de Renda (IR).
Os sindicalistas vão reivindicar o reajuste de 6,46% dos valores que servem de base para a cobrança do IR --o percentual é referente à inflação acumulada em 2010, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O governo já afirmou que pretende corrigir a tabela do imposto, mas defende um reajuste menor, de 4,5%, referentes à meta de inflação para 2011 estabelecida pelo Banco Central.
Para as centrais, entretanto, 4,5% é pouco. “A tabela está muito defasada” declarou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto. “No ano passado, a inflação foi alta. Acho que vale a pena termos uma correção baseada na inflação.”

Neto é um dos representantes das centrais que estará em Brasília hoje. Na quinta-feira (9), ele participou em São Paulo de um encontro com líderes de outras centrais para definição dos assuntos que serão levados ao governo.
Além de Neto, da CGTB, estiveram na reunião representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central. Todas essas centrais estarão representadas no encontro desta sexta.
O presidente em exercício da CUT, José Lopez Feijóo, afirmou que as entidades vão também propor ao governo a criação de uma política de correção periódica da tabela do imposto. “Queremos que seja criada uma fórmula, assim como foi feito com o salário mínimo.”

As centrais querem discutir ainda a proposta de redução da jornada de trabalho, a ratificação de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a reforma tributária.

Feijóo disse que espera que o encontro abra um canal permanente de diálogo entre as centrais sindicais e o novo governo. “Precisamos estabelecer um canal permanente de diálogo. Isso faltou na negociação do salário mínimo de 2011”, afirmou, lembrando da derrota dos sindicalistas na fixação do piso nacional para este ano em R$ 545.

Da Agência Brasil

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