quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aposentadoria especial para garçom avança

Projeto de lei aprovado na Comissão de Assuntos Sociais beneficia trabalhadores de  
                             bares e restaurantes Juca Guimarães 



Várias horas de pé e o convívio cotidiano com fogões e câmaras refrigeradas  foram alguns dos argumentos que convenceram os senadores da CAS (Comissão de Assuntos Sociais) a aprovarem a aposentadoria especial para garçons, cozinheiros, maîtres e trabalhadores em restaurantes e bares.
O tempo mínimo de contribuição ao INSS exigido na concessão da aposentadoria deve cair de 35 anos (homem) e 30 anos (mulher) para 25 anos. Uma redução de 40%. Na Grande São Paulo, 500 mil profissionais trabalham em bares e restaurantes.
O projeto  de lei foi aprovado ontem na CAS. Agora  ele deve passar por mais duas comissões no Senado e, depois de ser aprovado em plenário, seguir para a Câmara dos Deputados.
A proposta é do senador Gim Argello (PTB-DF). “São profissões com elevado desgaste físico e longos períodos em pé. Além da constante tensão dos músculos, tendões e ossos decorrente do esforço de carregar os pedidos, equilibrando-os durante o percurso até as mesas”, disse o senador.
custo/Para cobrir parte da despesa com a antecipação da aposentadoria dos trabalhadores, a comissão também aprovou o aumento de 1% na contribuição previdenciária dos patrões. O valor pode ser repassado para o preço das refeições.
A decisão da CAS foi comemorada pelos trabalhadores. “O garçom anda bastante e fica quase todo o tempo em pé. Enquanto é novo não percebe muito, mas com a idade chegam os problemas na coluna e as varizes”, disse Francisco Calasans, presidente do Sinthoresp, sindicato da categoria.

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