bares e restaurantes
Várias horas de pé e o
convívio cotidiano com fogões e câmaras refrigeradas foram alguns dos
argumentos que convenceram os senadores da CAS (Comissão de Assuntos Sociais) a
aprovarem a aposentadoria especial para garçons, cozinheiros, maîtres e
trabalhadores em restaurantes e bares.
O tempo mínimo de
contribuição ao INSS exigido na concessão da aposentadoria deve cair de 35 anos
(homem) e 30 anos (mulher) para 25 anos. Uma redução de 40%. Na Grande São
Paulo, 500 mil profissionais trabalham em bares e
restaurantes.
O projeto de lei foi
aprovado ontem na CAS. Agora ele deve passar por mais duas comissões no Senado
e, depois de ser aprovado em plenário, seguir para a Câmara dos
Deputados.
A proposta é do senador Gim
Argello (PTB-DF). “São profissões com elevado desgaste físico e longos períodos
em pé. Além da constante tensão dos músculos, tendões e ossos decorrente do
esforço de carregar os pedidos, equilibrando-os durante o percurso até as
mesas”, disse o senador.
custo/Para cobrir parte da
despesa com a antecipação da aposentadoria dos trabalhadores, a comissão também
aprovou o aumento de 1% na contribuição previdenciária dos patrões. O valor pode
ser repassado para o preço das refeições.
A decisão da CAS foi
comemorada pelos trabalhadores. “O garçom anda bastante e fica quase todo o
tempo em pé. Enquanto é novo não percebe muito, mas com a idade chegam os
problemas na coluna e as varizes”, disse Francisco Calasans, presidente do
Sinthoresp, sindicato da categoria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário