O Ministério do Trabalho precisa estar no centro das decisões do governo e
reassumir seu protagonismo nas relações capital-trabalho. Esse foi o foco das
falas dos três ex-ministros do Trabalho, Almino Afonso, Antônio Magri e Walter
Barelli, do Programa Câmera Aberta Sindical do dia 23.
Almino, ministro no governo Jango, destacou que o
fortalecimento da Pasta requer seu aparelhamento, a começar pela ampliação do
quadro de funcionários. Ele é contra a fusão Trabalho-Previdência.
Ministro no governo Itamar Franco, Barelli lamentou que questões relativas ao Ministério estejam indo para outras Pastas. “Saúde e segurança no trabalho, por exemplo, passaram para o Ministério da Saúde.” Barelli também lembrou que o Ministério já integrou o conselho econômico do governo, mas perdeu esse espaço.
Ministro no governo Itamar Franco, Barelli lamentou que questões relativas ao Ministério estejam indo para outras Pastas. “Saúde e segurança no trabalho, por exemplo, passaram para o Ministério da Saúde.” Barelli também lembrou que o Ministério já integrou o conselho econômico do governo, mas perdeu esse espaço.
Tanto Barelli quanto Magri chamaram atenção para o
esquecimento a que está relegada a Fundacentro, prejudicando pesquisas a ações
ligadas à segurança dos trabalhadores.
Custeio - Questionados por um por telespectador, os
três ex-ministros saíram de defesa em estrutura e do custeio sindical. “A
contribuição é uma forma eficaz de manter a atividade sindical. O próprio
Dieese, por exemplo, existe graças a este recursos”, lembrou Almino. Magri
alfinetou a CUT: “Se a Central fizer uma pesquisa entre os seus Sindicatos, verá
que a imensa maioria defende o custeio”. Para Barelli, deve-se aprimorar a
prestação de contas das entidades, para explicitar a destinação dos recursos do
imposto.
Sindicalistas - O Câmera de ontem foi repleto de
perguntas de sindicalistas, de diversas categorias e diferentes posições
políticas. Mas houve convergência no principal: a) Que o Ministério do Trabalho
e Emprego está esvaziado; b) Que a Pasta precisa ser reestruturada, com mais
pessoal, mais equipamentos e políticas próprias; e c) Que o Ministério deve ter
peso político e participar das decisões do governo federal.
Seminário - O apresentador João Franzin lançou a ideia
de um seminário do movimento sindical sobre o resgate do Ministério. A ideia
recebeu, de pronto, apoio dos ex-ministros Almino Afonso, Rogério Magri e Walter
Barelli.
Brizola Neto - O programa de ontem levou ao ar fala do
novo ministro Brizola Neto, durante o 1º de Maio Unificado, em que ele diz: “O
Ministério do Trabalho deve ter lado”.
Fonte: Agência Sindical
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