A
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promoveu uma
audiência pública para debater a desoneração da folha de pagamentos das empresas
e as relações com os movimentos sociais. A audiência foi coordenada pelo
presidente da Comissão, senador Paulo Paim (PT-RS).
A
desoneração da folha de pagamentos foi anunciada no ano passado pelo governo
federal, junto com o Plano Brasil Maior. A medida zerou a alíquota de 20% de
contribuição patronal para a Previdência de alguns setores como o de calçados,
confecções e tecnologia da informação.
Em troca, foi instituído o pagamento pelas empresas do equivalente a 1,5% ou 2,5% (dependendo do setor) sobre o faturamento bruto.
Em troca, foi instituído o pagamento pelas empresas do equivalente a 1,5% ou 2,5% (dependendo do setor) sobre o faturamento bruto.
Os participantes da audiência manifestaram a preocupação
com os impactos da medida que foi adotada pelo governo sobre as contas da
Previdência Social. Para o presidente da CONTRATUH, Moacyr Roberto Auersvald
Tesch, quando menos esperar, pode não existir mais a Previdência. “Temos uma
responsabilidade social muito grande não só com os aposentados de hoje, como
também com os futuros”, ressaltou.
De acordo com os convidados há diversas dúvidas quanto
ao potencial da geração de emprego da desoneração. O senador Paulo Paim lembrou
ainda que recentes medidas de incentivo ao setor automobilístico não evitaram
que as montadoras demitissem trabalhadores e ainda disse que muito menos pode
haver efeitos positivos para a formalização de empregos.
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